A MORTE CANSADA

Muitos morrem demasiado tarde e alguns morrem demasiado cedo. Ainda soa estranha esta doutrina: 'Morre em tempo próprio!' [...] Minha morte, eu a louvo para vós, a morte livre, que vem a mim porque eu quero. [Friedrich Nietzsche]

Pode parecer pedante escrever um testamento intelectual, quando se é absolutamente desconhecido do público. Não é esse o caso, contudo.

Registro apenas a culminação de meu pensamento, ao longo de uma vida seguramente errática, para que ele não se perca completamente.

Pode se tratar de um emaranhado de formulações imperfeitas, mas o que me ocupa não são minhas respostas, mas a questão em si mesma: o que estamos fazendo de nossas vidas?